• Coluna da Erika - Medo de não corresponder às expectativas alheias

    Olá, 

    Meu nome é Erika Ribeiro sou Podcaster e tenho formação em Marketing. Fui diagnosticada com Autismo e TDAH aos 21 anos, mas não aceitei bem o diagnóstico. Só fui me aceitar depois de mais de 12 anos.

    Agora vou estar sempre por aqui e esse texto é mais ou menos a 5ª versão de algo que começou sobre outro tema e se tornou isso 😅. Resolvi dar uma pegada pessoal e falar sobre coisas que sinto, penso e experiências sobre ser uma adulta autista. Então hoje vou falar sobre: Por que tenho tanto medo de não corresponder às expectativas alheias?

    Sinceramente, acho que deve ser algo comum entre os autistas adultos esse peso e que pode ter dois efeitos: Nos paralizar e não tentarmos ou nos levarmos a níveis altíssimos de auto exigência para mostrar que podemos. No fim, os dois movimentos são muito prejudiciais para nossa autoestima e acaba nos colocando uma pressão desnecessária.

    Quando entramos na área de trabalho isso se torna muito mais complexo. A busca por mostrar nossa capacidade e que não ficamos devendo em nada aos neurotípicos faz tudo aumentar. Eu admito que algumas vezes quando as pessoas vêm me passar uma informação, por causa do ambiente ruidoso ou por que estava muito concentrada em outra coisa não consigo entender o que essa pessoa quer de cara. Daí ela explica de novo e ainda não peguei tudo, mas falo que sim. Por que? Porque acho que estou atrasando ou aborrecendo a pessoa e que se fosse um neurotípico ele já teria entendido, então busco não abusar.

    Depois, tenho de me desdobrar para resolver tudo e fazer tudo certo mesmo com base numa informação truncada. O que eleva o medo da falha. A gente se reprime tanto e tenta ser tão perfeitinho que esquecemos que parte de se aceitar autista, é aceitar que vamos fazer a nossa parte, nós somos capazes mas devemos para isso nos RESPEITAR.

    Respeitar nossas peculiaridades, nossas vantagens e limitações. Podemos em alguns momentos parar para respirar antes de começar uma tarefa ou ter mais informações, mas tendo isso faremos muito bem as nossas tarefas. Eu demorei para entender que até os neurotipicos precisam muitas vezes de ajuda em suas tarefas também, isso não pode ser uma vergonha ou visto como algo nosso especificamente.

    A gente sabe que existe muito julgamento sim, muitas dúvidas pairando sobre nós, olhares de nossos companheiros de trabalho, mas sobre isso nós não temos poder de mudar ou fazer algo. Contudo, a partir do momento em que conseguirmos esvaziar nossa mente desses fantasmas e julgamentos internos já ficaremos mais leves, soltos, mais protegidos dos efeitos externos e iremos realizar nossas tarefas com muito mais alegria e satisfação interna.

    Espero que tenha contribuído para uma reflexão com esse texto. Para quem quiser me achar é só procurar no twitter @being_erika e no instagram @beingerika. Até a próxima 😉
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    Sinopse: Neste guia você não vai encontrar técnicas ou fórmulas mágicas, pois o que escrevi aqui são experiências reais e servem de base para que você entenda como meu cérebro autista funciona na prática. Aqui você será espectador e verá a vida através do olhar de quem sente na pele as mesmas sensações que você. Sempre com leveza e bom humor te ensino a não surtar nesse mundo onde a gente se sente um E.T.

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