• Fórum da Semana - 01 a 05/05/19


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    Este é o 1º Fórum de Perguntas e Respostas e está liberado para todos! Essas são as principais perguntas que recebo pelas redes sociais Instagram e YouTube. Os próximos Fóruns somente assinantes terão acesso às respostas. 

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    Fórum de Perguntas e Respostas – Semana 01 a 05/05/19

         

    Perguntas respondidas pelo Psicólogo Anderson Castro – Diretor Clínico do IEPEBRASIL


    1- Por que o nome TEA - Transtorno do Espectro Autista?

    Transtorno do Espectro Autista (TEA), espectro porque não se define em um quadro único e sim, definido como um quadro complexo comportamental que se manifesta de graus variados de gravidade. É comum que o indivíduo autista tenha dificuldade de coordenação motora, ausência do contato visual e também da interação social e emocional. Tais critérios são norteadores para a investigação diagnóstica.

    2- Existem graus de classificação para o TEA? Quais são eles?

    O TEA pode se apresentar nos graus leve, moderado e severo. Nessas duas últimas graduações, as crianças ou até mesmo adultos, necessitam de uma atenção e compreensão maior do seu cuidador para acompanhá-los e treina-los nas habilidades cognitivas como o aprendizado e nas tarefas do dia a dia. Nos casos de grau leve, essas pessoas são mais independentes.

    3- Por que houve a mudança na classificação da Síndrome de Asperger?


    Ainda há muita confusão para entender a temática do autismo. Não há mais subcategorias como Transtorno de Asperger, Transtorno Autista entre outros. Todos agora são vistos como Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). Antes da nova nomenclatura (TEA) a síndrome de Asperger como assim era chamada, era um tipo de autismo, porém sem nenhum atraso no desenvolvimento da linguagem.

    4- Um autista se comporta diferente de outro autista?

    Temos que ver o indivíduo como um ser único. Portanto, cada pessoa com TEA possui características únicas. Claro, é necessário atender os critérios diagnósticos para se considerar autista. Uma boa dica seria dizer que num primeiro momento não entendemos nada sobre autismo sem conhecer e considerar a individualidade do autista.

    5- As características do autista mudam na fase adulta?


    Sim. Veja bem, uma criança neurotípica possui interesses dentro de uma determinada faixa etária como brincar de carrinhos, por exemplo. Durante o curso de seu desenvolvimento começa a se interessar por outros brinquedos mais complexos, como por exemplo jogos eletrônicos. No TEA é a mesma coisa, há uma variabilidade de interesses situacionais que podem ser modificados durante a sua evolução desenvolvimental.

    6. As características do autista feminino e masculino são diferentes?

    Não. As manifestações comportamentais do TEA valem para ambos os gêneros.

    7. Existe cura para o TEA?

    Até os dias atuais não se fala em cura para o TEA. Toda comunidade científica não define como doença, então não se pode curar o que não é doença. Mas a boa notícia é que existem tratamentos para melhor lidar com o autismo e sem dúvida precisa de atenção e cuidado dos pais e responsáveis. Compreende-se portanto uma condição diferente dos neurotípicos.


    Perguntas respondidas pela Dani - Autista idealizadora do Projeto Vida de Autista

    8. Como foi seu diagnóstico?

    Após uma crise de enxaqueca, fiquei internada por 04 dias. Após todos os exames clínicos e de imagem não acusarem nenhum problema físico, saí do hospital com a orientação de buscar ajuda psicológica. Conto tudo neste vídeo aquiApós 03 meses de terapia tive o diagnóstico em TEA.

    9. Psicólogo ou Psiquiatra? O que você indica?

    Durante 20 anos busquei ajuda profissional com psicólogos, psiquiatras e médicos de todas as especialidades possíveis. O diagnóstico só veio com a Psicóloga Ana Lúcia Calegari do Instituto Esperançar - IEPEBRASIL. 

    Acho que o profissional ideal é aquele que tem sensibilidade suficiente para ouvir e entender quem você realmente é. O tratamento com psicólogo + psiquiatra é o que acho ideal. O psiquiatra vai te medicar se necessário e o psicólogo vai te ajudar na jornada de autoconhecimento. A verdade é que quem tem as respostas é somente você mesmo.

    10. Por que você decidiu falar sobre autismo? Não teve medo de se expor?

    Conto tudo neste post aqui e neste vídeo aqui.


    Beijos e até o próximo fórum :)

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    Sinopse: Neste guia você não vai encontrar técnicas ou fórmulas mágicas, pois o que escrevi aqui são experiências reais e servem de base para que você entenda como meu cérebro autista funciona na prática. Aqui você será espectador e verá a vida através do olhar de quem sente na pele as mesmas sensações que você. Sempre com leveza e bom humor te ensino a não surtar nesse mundo onde a gente se sente um E.T.

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