Vida de Autista

Eu sou Autista

Daniela Sales


Eu sou a Dani e no final de 2017 ouvi da minha terapeuta o diagnóstico que mudou minha vida. Fui diagnosticada com TEA - Transtorno do Espectro Autista, no meu grau antes chamado Síndrome de Asperger.
Após o diagnóstico, aos 42 anos de idade, finalmente conheci a mim mesma e então resolvi abraçar a causa do autismo na vida adulta. Existem milhares de autistas sem o diagnóstico sofrendo nos consultórios, usando antidepressivos, ansiolíticos e toda e qualquer droga que torne a vida mais leve.
No Instagram, no YouTube e aqui no site conto um pouco das minhas experiências e descobertas sobre esse mundo tão fascinante do autismo. Ser diferente é normal :)

Me

Consultoria Empresarial, Palestras e Treinamentos


A consultoria é feita por mim, autista, grau leve com formação em Administração de Empresas e ampla experiência no mercado. É voltada para microempresas, empresas de pequeno porte e MEI (Microempreendedor individual) de qualquer segmento de atuação. Um grande diferencial é minha visão como profissional e empreendedora dentro do TEA. Essa visão é ideal para o autista que deseja se tornar empreendedor ou que já tem uma empresa ou ainda para a empresa que deseja incluir o autista como público alvo ou que tem ou quer ter profissionais autistas nas vagas PCD. Palestras de conscientização em empresas ou escolas e treinamentos para inclusão do profissional autista nas organizações.
Entre em contato para mais informações e orçamentos.



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  • Coluna da Liga - Apresentação

    Coluna da Liga - Apresentação

    Olá pessoal! 

    A partir de agora teremos um espaço por aqui todo mês! 

    Nós somos a Liga dos Autistas, grupo formado apenas por autistas já na fase adulta da vida e nosso objetivo é informar, entreter e conscientizar. Informar à todos o que é e como é o autismo na prática e como convivemos diariamente com as nossas dificuldades e virtudes. 

    Entreter aos que se identificam com a nossa temática, ação que ao mesmo tempo informa, já que a maioria das pessoas têm uma visão de que somos sérios e não sabemos brincar e ainda faz com que outros autistas de todas as idades se sintam pertencentes à um nicho. 

    Conscientizar a população de que somos capazes de viver neste mundo, ter família, trabalho e que tudo bem ser diferente. Nós funcionamos e temos voz. Nos comunicamos de diferentes maneiras, mas sempre nos comunicamos. 

    Temos um grupo de conversa no Whatsapp formado apenas por autistas já diagnosticados e também um perfil no Instagram @liga.dos.autistas com mais de 11 mil seguidores e uma página no Facebook que começamos recentemente, onde compartilhamos diariamente nossas ideias, dicas, informações, pensamentos, memes e esclarecemos as dúvidas levantadas por nossos seguidores, sejam autistas, pais, professores... enfim... todos!

    É fundamental que as pessoas compreendam que cada autista é diferente e é para isso também que estamos aqui. A Liga dos Autistas surgiu da ideia de criar uma ONG de autistas para autistas. Com o tempo, a ideia da ONG deu lugar ao que é a Liga dos Autistas hoje. Um lugar de acolhimento, informação, conscientização e para nós, um escape, que nos possibilita ajudar outras pessoas com as nossas experiências, e interagir com outras pessoas como nós. 

    Esperamos você aqui nas próximas edições! 

    Por Joana Scheer - webdesigner, social media. Responsável pelas mídias sociais da Liga dos Autistas.
  • Coluna do Aspie: Mas você nem parece autista

    Coluna do Aspie: Mas você nem parece autista




    Olá amigos,

    Muitos autistas já ouviram a famigerada frase: "mas você nem parece autista". Hoje vou falar um pouco sobre o que está por trás desse tipo de comentário e espero fazer as pessoas refletirem sobre em que tipo de conhecimento está baseada tal afirmação. 

    O espectro do autismo é muito amplo e as características das pessoas autistas são diversas. Cada pessoa é uma pessoa e cada autista é um autista. 

    Então não ache que o autismo é aquilo que você viu naquela série, que o autista é como aquele personagem daquele filme que você viu aquela vez. O autismo também pode ser isso, mas não apenas isso. 

    Eu sou uma pessoa autista, algumas vezes me declaro assim, outras vezes eu nem toco no assunto e não é preciso que o mundo inteiro saiba que estou dentro do espectro. O que é preciso que todos saibam é que quando alguém diz que é autista ou quando você fica sabendo que alguém é autista, independentemente do que você ache, essa pessoa não é obrigada a provar nada a você. 

    Caso você ache que não viu na pessoa as características que você pensa que os autistas tem que apresentar, apenas aceite que talvez você não conheça muito sobre o TEA ou até mesmo não conheça o suficiente sobre aquela pessoa para poder tirar conclusões. Além do mais, muitas coisas são muito perceptíveis para quem convive no dia a dia com o autista, mas nem sempre podem ser observadas num olhar mais superficial. 

    Afinal, só porque você olhou uma vez e não viu, não quer dizer que não esteja ali! 

    Um abraço do Aspie e continuem seguindo o @aspiesincero no Instagram e mandando suas sugestões, perguntas e dicas de temas para a coluna. 

    Sobre o autor: @aspiesincero é codinome de um autista adulto que através de memes bem humorados busca propagar informações, conscientizar e tornar cada vez mais conhecido esse mundo do TEA. Gosta de escrever porque dá para fazer com apenas uma das maõs enquanto segura uma fatia de pizza na outra. Ler é seu hiperfoco mas rir de si mesmo é seu verdadeiro dom.
  • Coluna do Aspie - Meu filho é TEA e agora?

    Coluna do Aspie - Meu filho é TEA e agora?



    Olá amigos!

    Através da página @aspiesincero no instagram, eu consigo ter uma linha direta de conversa com muitas pessoas envolvidas nesse mundo do TEA. Não é raro conversar com pais que acabaram de receber o diagnóstico do filho e encontram-se um tanto quanto perdidos. Muitos me pedem uma dica, um conselho primordial que possa ajudar com essa nova realidade. Eu não sou capaz de dar um conselho, uma dica apenas que possa servir para tudo, mas vou usar do meu olhar, tanto de pessoa autista como a de pai de autista, para falar um pouco sobre isso hoje.

    Quando vem a notícia que nos tornaremos pais, fazemos uma idealização do filho. Eu digo fazemos, porque também passei por esse processo, também fiz essa idealização do filho “perfeito” quando soube que seria pai. Aí vem o autismo e quebra, num primeiro momento, essa imagem do filho ideal. Eu sei como é se sentir assim, eu me senti assim. Agora, com toda minha vivência o que eu posso dizer a vocês é: não sintam-se culpados por pensarem assim! É normal, esse sentimento vem mas ele passa.

    Quando você se propõe a entender o autismo e o seu filho, vai compreender o quão perfeito ele é e como existem muitas formas de amar e de sentir o amor do seu filho. Você verá o amor nas pequenas coisas, nos detalhes, e vai entender que existe outra maneira de ver as coisas, um jeito puro, direto, sincero e simples de amar.

    Aceite no seu filho suas características, muitas vezes únicas, pois muitas coisas nem você nem ele poderão mudar. Caso seja não verbal, seja sua voz, porém se ele puder falar, escute-o.

    Ajude seu filho em suas dificuldades, a superar comportamentos que podem ser prejudiciais a ele, mas também ajude para que ele possa ter seus comportamentos autísticos respeitados, que ele possa ser respeitado do jeito que ele é sem que tenha que se enquadrar em padrões apenas para agradar ou se adequar em convenções sociais.

    Não posso dizer que será sempre fácil, haverão muitos momentos difíceis, afinal criar um filho é difícil. Para esses momentos difíceis eu vou dar um último conselho que, ironicamente ou felizmente, é o mais fácil de seguir e sou capaz de apostar que esse você já segue. Ame!

    Aceite, ajude, ame!!!

    Um abraço do Aspie e continuem seguindo o @aspiesincero no Instagram e mandando suas sugestões, perguntas e dicas de temas para a coluna.


    Sobre o autor: @aspiesincero é codinome de um autista adulto que de posse de seu senso de humor de qualidade duvidosa, segue em ritmo de festa no instagram. Vive se fazendo de misterioso mas é só convidar para um rodízio de pizza que ele já fica fácil, fácil. Escreve porque tem insônia mas seu forte é procrastinar. Jura que dança com maestria e que poderia ser coreógrafo da carreta furacão.
  • Pré-venda - Guia Prático para autistas adultos

    Pré-venda - Guia Prático para autistas adultos


    Atenção para as regras da pré-venda


    Ao efetuar a compra do livro na pré-venda você está ciente e de acordo com as regras abaixo:

    1- Período e venda

    - O período da pré-venda é de 26/08/19 até 27/09/19;
    - A pré-venda ocorre antes do lançamento oficial do livro que será em outubro de 2019;
    - A venda é feita no site www.vidadeautista.com.br através de boleto bancário ou cartão de crédito;
    - A confirmação de pagamento ocorre em até 03 dias úteis;
    - Após a compra do livro não haverá devolução do valor pago.

    2- Entrega

    - Frete grátis válido somente para o Brasil;
    - Fique atento ao preencher o endereço de entrega e e-mail;
    - Qualquer problema em relação ao endereço informado errado, será cobrado o valor do frete para novo envio;
    - Após a confirmação do pagamento aguarde o e-mail com o código de rastreio do produto;
    - O envio do produto será A PARTIR DE 30/09/19 e ocorre em até 06 (seis) dias úteis, não contando o dia da postagem;
    - Caso sejam feitas 03 (três) tentativas de entrega sem sucesso, o produto é devolvido e será cobrado o valor do frete para novo envio.


    3 - Livro autografado

    - O livro adquirido na pré-venda vai autografado. Assim que efetuar a compra, envie um e-mail para contato@vidadeautista.com.br com o(s) nome(s) que deseja.

    Clique aqui para comprar o livro 

  • Coluna da Erika - A Dificuldade de se assumir autista na vida adulta

    Coluna da Erika - A Dificuldade de se assumir autista na vida adulta



    A Dificuldade de se assumir autista na vida adulta


    Uma das grandes dúvidas do autista adulto é: “Devo me assumir como TEA para as pessoas que fazem parte da minha vida?”

    Na minha cabeça, isso deveria facilitar e muito o convívio e o entendimento de ambos os lados e suas diferenças. Logo, falar que está dentro do Espectro deveria ser um facilitador e uma coisa excelente para todos, até para os neurotipicos. Contudo, não é tão simples assim. Nossa sociedade é tão treinada a usar máscaras, a maioria das pessoas performa um personagem, uma versão melhorada de si mesmo o tempo todo. Acho que alguém admitir que tem alguma diferença e/ou dificuldade em alguns casos assusta a maioria das pessoas. Além disso, alguns acham que você está se fazendo de coitado e tentando tirar alguma vantagem ou quer se escorar em alguém. 

    Admita-mos que a maioria das pessoas neurotipicas não quer saber ou entender como uma pessoa TEA pode ser diferente e que nem tudo o que ela faz tem o mesmo significado que para uma pessoa "comum". Infelizmente, se a pessoa não possui alguem da família dentro do Espectro normalmente não possui nenhuma curiosidade sobre o tema. 

    Na verdade, ao contrário de nós, que gostamos muitas vezes de colecionar conhecimento sobre várias coisas que muitas vezes nem vamos usar, a pessoa "comum" muitas vezes só foca naquilo que pode usar em seu favor ou que lhe é útil de maneira mais imediata ou num prazo médio. Eles não estão errados, invejo muito essa capacidade (pois, em mim é uma das minhas dificuldades), mas eu acho que isso limita a achar que tudo que é "válido, normal, certo... real" é apenas o que eles podem entender de imediato.

    Por causa desse posicionamento dos neurotipicos, nós dentro do TEA sofremos muito na vida adulta por conta das ideias pré-concebidas, básicas, errôneas, sem contexto e esteriotipada, que todos têm sobre autismo. A ideia de que o "autismo é algo que acontece com crianças, meninos, que tem stims (esteriotipias) muito grandes e obsessivas, que não tem empatia, são claramente distantes. Muitos deles gritam causam "problemas" e não se expressam muito bem, alguns são violentos. Ahhh... alguns deles ficam arrumando as coisas".

    Muitas dessas ideias soltas que são de "conhecimento geral" sobre o autismo possuem um fundo de verdade, para alguns de nós, mas não necessariamente tudo, nem do jeito preconceituoso e limitador que é colocado. Eu sou uma mulher, sou adulta, tenho minhas obsessões temporárias, mas sou capaz de sentir empatia, até mais que muitos neurotipicos. Por ser adulta já consegui aprender a lidar com outros aspectos comportamentais que os pequenos não aprenderam ainda, às vezes fico muito irritada sim, mas não quer dizer que seja violenta, entendem? O contexto, a paciência, até a boa vontade de ler esse texto pode ter ajudado você pessoa "comum" a ver que não somos arquétipos fixos. Somos humanos e como seres humanos temos nossas diferenças e particularidades, não somos uma ficha fixa que preenche todos os requisitos.

    É algo comum se temer o diferente, faz parte do nosso senso de auto preservação, entretanto, não nos temam, não nos excluam de pronto. Quando alguém adulto vier falar com você que é autista ou Asperger (alguns ainda usam esse nome), tente tirar 15 minutos de coração aberto e busque entender o nosso lado. Não estamos tentando tirar vantagems, abusar da boa vontade, nos fazer de coitados ou estamos mentindo (sim, tem gente que pode mentir e tirar vantagem, mas isso é em tudo na nossa vida. Nós autistas sabemos bem como é ser honesto demais e ser passado para trás ou se aproveitarem da nossa boa vontade em ajudar e não entender que estão nos explorando... mas falaremos disso em outro momento).

    Existem pessoas adultas dentro do Transtorno do Espectro Autista, não temos uma cara única. Podemos ser a pessoa do seu lado no ônibus que está com as mãos no ouvido durante uma freada barulhenta (e você julga como fresco), podemos ser seu colega de trabalho que usa fone 80% do tempo e às vezes fica cantando baixinho ou se balançando (e você julga como vagabundo que não está trabalhando sério), podemos ser o crush pra quem você já fez vários joguinhos de sedução e a pessoa continua te olhando como se não entendesse os sinais (e sim, normalmente, não entendemos sutilezas... melhor falar logo).

    Resumo da opereta de hoje: Não desconfie de nós, foi muito difícil chegar ao ponto de se assumir e fizemos isso porque confiamos que podemos ajudar do nosso jeito sendo honestos conosco e com todos. Estamos buscando fazer o nosso melhor, não colabore para que voltemos a nos esconder, isso fará tudo mais dificil para todos nós, porque os neurotipicos não vão entender o por que de nossos atos e nós não poderemos contar com suas habilidades para dar uma ajudinha e fazer toda a comunidade ir em frente, seja no trabalho, em casa, na escola. Com todos crescendo juntos tudo dará certo e nosso mundo será melhor, um mundo mais humano, como nós autistas e como vocês as pessoas "comuns".

    Espero que tenha contribuído para uma reflexão com esse texto. Para quem quiser me achar é só procurar no twitter @being_erika e no instagram @beingerika

    Até a próxima 😉
  • Coluna do Aspie - Especial Dia dos Pais

    Coluna do Aspie - Especial Dia dos Pais


    Olá amigos! 

    Dia dos pais chegando e eu não poderia deixar passar em branco uma data tão especial para mim. Como muitos já sabem, sou pai de dois filhos lindos e maravilhosos que me ensinam todos os dias como algo pode ser o motivo das maiores alegrias e preocupações da vida ao mesmo tempo. Mas, como o dia é dos pais, vou falar com quem entende do assunto muito mais do que eu e de quebra é o responsável pela existência desse que vos fala. Meu pai! 

    Pensei em muitas coisas que poderia escrever sobre ele, mas decidi que o melhor a fazer seria deixar ele mesmo falar sobre sua vivência e coragem para criar três filhos autistas num tempo onde haviam todos os desafios, porém não se pensava em inclusão, aceitação, políticas públicas e nem mesmo diagnóstico. Então apresento a vocês, através de algumas perguntas que elaborei, seu José, meu paizinho coisinha mais lindinha desse mundo. 

    Aspiesincero: Apresente-se para todos e conte um pouco sobre você. 

    Papai: Meu nome é José Cordeiro, tenho 62 anos, Sargento aposentado do Corpo de Bombeiros do estado do Paraná. Sou casado há 43 anos e tenho três filhos e quatro netos. 

    Aspiesincero: Seus três filhos estão dentro do espectro autista? 

    Papai: Sim, somos uma família atípica. 

    Aspiesincero: Você percebia, durante a infância deles, que eram diferentes das outras crianças? 

    Papai: Sempre foram diferentes, mas por falta de conhecimento na época, não sabia o porquê de tal diferença. Mesmo entre eles, cada um apresentava características peculiares que os diferenciava dos demais. 

    Aspiesincero: Qual eram as maiores dificuldades que você enfrentava durante esse período? 

    Papai: Com certeza as maiores dificuldades ocorreram durante o período escolar. Eles tinham muitos problemas com os métodos de ensino, com a comunicação e socialização na escola. Eram muitas vezes tidos como indisciplinados e rebeldes. Visitas à escola, ou melhor, convocações para que eu comparecesse a escola era algo corriqueiro. Apesar de tirarem notas boas, o jeito diferente de ser deles não era bem visto pelos professores. O Fábio chegou a ser proibido de assistir aulas junto com os colegas e ainda assim, após ser aprovado em todas as matérias foi convidado a se retirar do colégio, ou seja, foi expulso por ser diferente. Apesar de todos nas escolas reclamando dos meus filhos e sem eu saber que eram autistas, eu sempre soube que eles não estavam errados e os defendia todas as vezes em que eu era chamado a comparecer. 

    Aspiesincero: Você acha que a falta de diagnóstico limitou seus filhos de alguma maneira? 

    Papai: Realmente o diagnóstico não era uma realidade na época, não se falava em autismo e não tinha o tanto de informações que temos hoje. Mas eu vejo que mais do que a falta do diagnóstico, foi a falta de compreensão com os diferentes que mais pesou no desenvolvimento dos meus filhos, afinal não sabiam que eles eram autistas mas que eram diferentes e era notório. Aceitar as diferenças independe de rótulos. 

    Aspiesincero: Ter o diagnóstico deles, mesmo depois de adultos, fez alguma diferença para você? 

    Papai: Fez muita diferença, pois pude adaptar alguns comportamentos meus e até algumas cobranças que hoje percebo serem indevidas quando se trata de pessoas com TEA. Ajudou ainda a compreender várias coisas do passado que eu não entendia e até me cobrava. Consegui ver coisas que acertei, coisas que errei, mas muito mais importante do que isso, vi que independentemente de erros e acertos, vendo as pessoas que meus filhos se tornaram eu pude entender que quando se cria com amor o resultado sempre é positivo. 

    Aspiesincero: Qual o recado que você daria para um pai que está recebendo o diagnóstico de TEA do seu filho agora? 

    Papai: Procure se informar da melhor maneira sobre o autismo para poder ajudar no desenvolvi- mento do seu filho, amenizar o que pode ser amenizado, estimular o que pode ser estimulado e lutar pelo e com seu filho nessa jornada. Saiba que existem muitas maneiras de amar e demonstrar afeto e seu filho autista será a grande oportunidade que você terá de perceber isso! 


    É isso aí pessoal, com algumas poucas perguntas eu pude mostrar um pouco do meu pai para vocês e na intenção de presenteá-lo com uma homenagem nesse dia dos pais, foi ele que me presenteou com uma porção de sua sabedoria. Só tenho a agradecer meu pai por tudo que fez e faz por mim, pelos meus filhos e por toda a família. 

    Te amo, feliz dia dos pais! 


    Sobre o autor: @aspiesincero é codinome de um autista adulto de 39 anos, pai orgulhoso e filho mais orgulhoso ainda. Escreve por lazer, lê por prazer, discorda por costume. Implicante com barulhos mas fala gritando. Seu dom, rir de si mesmo.
  • Tragédia é não viver...

    Tragédia é não viver...


    Esse vídeo merece ser visto mil vezes...
  • Coluna do Aspie - Canabidiol

    Coluna do Aspie - Canabidiol

    Olá amigos!

    Venho recebendo muitas perguntas sobre o uso medicinal da maconha e seus componentes e vou falar aqui a minha opinião, especialmente em relação ao autismo.

    Quando se fala de maconha a primeira coisa que me chama atenção é todo o tabu que envolve o assunto. Posso notar até um certo preconceito bobo (se é que algum preconceito não é bobo) quando o tema vem à tona. A segunda coisa que percebo, é que atropelam um pouco a ordem das discussões e ao invés de se falar em liberação do cultivo para pesquisas e estudos, já se fala em liberação para o uso. Para que se pense em uso primeiro temos que conhecer toda a eficácia e os riscos.

    Atualmente, o que se tem liberado para uso seguro do canabidiol é na incidência de epilepsia severa e de difícil controle. Então, no caso do autismo seria seguro usar quando existir como condição coexistente esse tipo de epilepsia. Canabidiol não tem sua eficácia e segurança comprovada para autismo!

    Agora falando sobre eficácia e segurança: quando se faz uso de qualquer medicação é necessário que se pense na relação risco x benefício. Não se pode apenas usar tal substância e através de observação empírica, dizer se é ou não boa para utilização. O que quero dizer com isso é que não basta usar o canabidiol em uma pessoa autista e observar que está fazendo efeito, deixando a pessoa mais calma, diminuindo crises, etc para que se possa ser usado a revelia.

    Apesar das potenciais propriedades terapêuticas da maconha, ainda há um grande desconhecimento dos seus substratos neurais. A escassez de pesquisas examinando como o uso frequente afeta o cérebro humano, se é capaz de produzir prejuízo cognitivo ou se pode induzir a transtornos psiquiátricos após a interrupção do tratamento por exemplo, ainda é uma barreira para a segurança da utilização dessa substância.

    Usando o exemplo da epilepsia grave de difícil controle, podemos observar e entender melhor esse conceito de risco x benefício. Uma pessoa com esse tipo de epilepsia, tem um risco iminente de morrer em decorrência dessas crises se não conseguir controlar com nenhum medicamento. Então nesses casos, o benefício do uso do canabidiol ultrapassa enormemente os riscos, pois ao ajudar a cessar as crises, diminui o risco imediato de morte no indivíduo. Ou seja, nessa situação seria mais seguro usar a substância do que não fazê-lo, mesmo que a longo prazo ainda não se tenha definição de como o uso afeta a pessoa.

    Por isso, o que precisamos num primeiro momento é que se faça a liberação do cultivo e uso da maconha para estudos no maior número de países possível, para que possam fazer pesquisas amplas e replicá-las. Os resultados que avaliam o impacto da utilização sobre a morfologia cerebral ainda são inconclusivos ou contrastantes devido ao número reduzido de trabalhos e com amostras muito modestas.

    Novamente enfatizo que devemos deixar esses estigmas sobre a maconha de lado para poder procurar e acessar todos seus benefícios que me parecem promissores. Só para fazer um paralelo, vejam o exemplo do ópio que também já foi visto como uma droga muito prejudicial, mas que através de estudos e pesquisas, tornou-se a origem de medicamentos analgésicos dos melhores e mais potentes do mundo e que ajudam muita gente, como a morfina por exemplo.

    Abraços do Aspie e podem continuar mandando suas dúvidas e sugestões através da página no Instagram @aspiesincero.


    Sobre o autor: @aspiesincero é um codinome de um autista adulto que não tem identidade conhecida apesar de que rolam uns boatos de que já circulam algumas fotos dele por aí. Escreve de teimoso mas seu forte é... é... seu forte é teimar mesmo. Fica triste se não o convidam para as festas mas nunca vai quando é convidado. Ler é seu hiperfoco mas rir de si mesmo é seu verdadeiro dom.
  • Coluna da Erika - Medo de não corresponder às expectativas alheias

    Coluna da Erika - Medo de não corresponder às expectativas alheias

    Olá, 

    Meu nome é Erika Ribeiro sou Podcaster e tenho formação em Marketing. Fui diagnosticada com Autismo e TDAH aos 21 anos, mas não aceitei bem o diagnóstico. Só fui me aceitar depois de mais de 12 anos.

    Agora vou estar sempre por aqui e esse texto é mais ou menos a 5ª versão de algo que começou sobre outro tema e se tornou isso 😅. Resolvi dar uma pegada pessoal e falar sobre coisas que sinto, penso e experiências sobre ser uma adulta autista. Então hoje vou falar sobre: Por que tenho tanto medo de não corresponder às expectativas alheias?

    Sinceramente, acho que deve ser algo comum entre os autistas adultos esse peso e que pode ter dois efeitos: Nos paralizar e não tentarmos ou nos levarmos a níveis altíssimos de auto exigência para mostrar que podemos. No fim, os dois movimentos são muito prejudiciais para nossa autoestima e acaba nos colocando uma pressão desnecessária.

    Quando entramos na área de trabalho isso se torna muito mais complexo. A busca por mostrar nossa capacidade e que não ficamos devendo em nada aos neurotípicos faz tudo aumentar. Eu admito que algumas vezes quando as pessoas vêm me passar uma informação, por causa do ambiente ruidoso ou por que estava muito concentrada em outra coisa não consigo entender o que essa pessoa quer de cara. Daí ela explica de novo e ainda não peguei tudo, mas falo que sim. Por que? Porque acho que estou atrasando ou aborrecendo a pessoa e que se fosse um neurotípico ele já teria entendido, então busco não abusar.

    Depois, tenho de me desdobrar para resolver tudo e fazer tudo certo mesmo com base numa informação truncada. O que eleva o medo da falha. A gente se reprime tanto e tenta ser tão perfeitinho que esquecemos que parte de se aceitar autista, é aceitar que vamos fazer a nossa parte, nós somos capazes mas devemos para isso nos RESPEITAR.

    Respeitar nossas peculiaridades, nossas vantagens e limitações. Podemos em alguns momentos parar para respirar antes de começar uma tarefa ou ter mais informações, mas tendo isso faremos muito bem as nossas tarefas. Eu demorei para entender que até os neurotipicos precisam muitas vezes de ajuda em suas tarefas também, isso não pode ser uma vergonha ou visto como algo nosso especificamente.

    A gente sabe que existe muito julgamento sim, muitas dúvidas pairando sobre nós, olhares de nossos companheiros de trabalho, mas sobre isso nós não temos poder de mudar ou fazer algo. Contudo, a partir do momento em que conseguirmos esvaziar nossa mente desses fantasmas e julgamentos internos já ficaremos mais leves, soltos, mais protegidos dos efeitos externos e iremos realizar nossas tarefas com muito mais alegria e satisfação interna.

    Espero que tenha contribuído para uma reflexão com esse texto. Para quem quiser me achar é só procurar no twitter @being_erika e no instagram @beingerika. Até a próxima 😉
  • I Seminário Internacional do IEPEBR e The Nora Cavaco Institute

    I Seminário Internacional do IEPEBR e The Nora Cavaco Institute


    I Seminário Internacional do IEPEBR e The Nora Cavaco Institute

    Vai acontecer em SETEMBRO o I Seminário Internacional do IEPEBR e The Nora Cavaco Institute sobre: Os Desafios do Cérebro com o Espectro Autista da Criança ao Adulto.

    Data: 28/09/19 de 08h30 às 18h30

    Com a Dra. Nora Cavaco @noracavaco PHD em Autismo e Viviane Donadel @vivianedonadel Psicopedagoga.

    Também participarão do evento Léo Akira @leo_akira e eu Dani @vidadeautista autistas adultos.

    O público alvo são os profissionais da área da saúde e educação, pais de autistas e interessados pelo assunto.

    O seminário está sendo organizado pelo @institutoesperancar e mais informações poderão ser obtidas via direct do Instagram, nos contatos do post ou ainda no link abaixo 😉

    Vagas limitadas! Faça já sua inscrição clicando aqui 😊
  • Fui... morar fora do Brasil

    Fui... morar fora do Brasil


    Oi,

    Quando você ler este texto estarei longe, bem longe... mas muito, muito perto de mim mesma :)


    MORAR FORA não é apenas aprender uma nova lingua.

    Não é apenas caminhar por ruas diferentes ou conhecer pessoas e culturas diversificadas.

    Não é apenas o valor do dinheiro que muda.

    Não é apenas trabalhar em algo que você nunca faria no seu país.

    Não é apenas ter a possibilidade de ganhar muito mais dinheiro do que se ganhava.

    Não é apenas conquistar um diploma ou fazer um curso diferente.

    Morar fora não é só fazer amigos novos e colecionar fotos diferentes.

    Não é apenas ter horarios malucos e ver sua rotina se transformar diariamente.

    Não é apenas aprender a se virar, lavar, passar, cozinhar.

    Não é apenas comer comidas diferentes, pagar suas contas no vencimento, se matar para pagar o aluguel.

    Não é apenas não ter que dar satisfações e ser dono do seu nariz.

    Não é apenas amar o novo, as mudanças e tambem sentir saudades de pessoas queridas e algumas coisas do seu pais.

    Não é apenas levantar da cama em um segundo quando chega encomenda do Brasil.

    Não é apenas já saber que é alguém do Brasil ligando quando toca seu celular sempre no mesmo horário.

    Não é apenas a distância.

    Não são apenas as novidades.

    Não é apenas uma nova vista ao abrir a janela.

    Morar fora é se conhecer muito mais.

    É amadurecer e ver um mundo de possibilidades a sua frente.

    É ver que é possivel sim, fazer tudo aquilo que você sempre sonhou e que parecia tão surreal.

    É perceber que o mundo está na sua cara e você pode sim, conhece-lo inteiro.

    É ver seus objetivos mudarem.

    É mudar de ideia.

    É colocar em pratica.

    É ter que mudar sua cabeça todos os dias.

    É deixar de lado as coisas pequenas.

    É saber tampar o seu ouvido.

    É se valorizar.

    É ver sua mente se abrir muito mais, em todos os momentos.

    É se ver aberto para a vida.

    É não ter medo de arriscar.

    É colocar toda a sua fé em prática.

    É ter fé.

    É aceitar desafios constantes.

    É se sentir na Terra do Nunca e não querer voltar.

    É querer voltar e não conseguir se imaginar no mesmo lugar.

    Morar em outros paises é se surpreender com você mesmo.

    É se descobrir e notar que na verdade, você não conhecia a fundo algo que sempre achou que conhecia muito bem: VOCÊ MESMO!

    * Autor desconhecido
  • Coluna do Aspie - Dia do Orgulho Autista

    Coluna do Aspie - Dia do Orgulho Autista


    Olá Amigos!

    Ser autista é algo que tem influência em tudo sobre mim. Minhas escolhas, a maneira que vejo o mundo, meus conceitos morais e éticos. Tudo é baseado no que sou e nas minhas percepções como pessoa autista.

    Eu gosto de ser como sou e eu quero ser como sou. Nunca pensei em ser diferente disso que sou. Eu não quero ser "curado" do autismo. Não existe cura para o autismo, não existe cura para o que não é doença... 

    Pensar que o autismo não é normal ou pior ainda, pensar que existe um normal dentro de mim e que dá para separar o autismo que tudo se resolve, é uma aberração. Remover o autismo de mim seria como arrancar minha essência, como me transformar em outro. E repito, eu não quero ser outro! 

    A neurodiversidade é importante e faz parte do desenvolvimento humano. O autismo faz parte do que é ser humano. Em todos os lugares existem autistas. Muito provável que qualquer pessoa já tenha convivido, trabalhado, estudado com algum autista, talvez ainda conviva e nem se dê conta disso. 

    Então neste 18 de junho, Dia do Orgulho Autista, o que eu espero, mais do que isso, o que eu quero é que as diferenças sejam aceitas e respeitadas. Não quero que presumam por mim, não quero que falem por mim. Quero que me aceitem como sou porque eu me aceito como sou. Eu tenho alegria pelo que sou! 

    Eu sou autista com muito orgulho! Abraços do Aspie, sigam o @aspiesincero no Instagram, mandem suas sugestões, dúvidas e dicas de temas para a coluna. 

    Sobre o autor: Autista adulto com orgulho!
  • Consultoria Express

    Consultoria Express

    Olá pessoal,

    Na Consultoria Express vamos analisar o perfil pessoal e emocional para melhorar sua atuação em um emprego convencional ou para se tornar um empreendedor. É uma análise com propostas de melhoria para uma vida pessoal e profissional mais tranquila e objetiva.

    A Consultoria é feita por mim, autista, administradora de empresas com mais de 20 anos de experiência nas áreas de empreendedorismo, relacionamento, administrativa, auditoria e comercial. Ao longo da carreira fiz diversos cursos como Gestão de Processos, Gestão Financeira, Estratégias Empresariais, Gestão de Contratos, Auditoria, Relacionamento com o Cliente, CS - Customer Success, Consultoria Empresarial, Marketing, Neuromarketing entre outros mantendo-se sempre atualizada com as melhores técnicas e estratégias para atender ao mercado altamente competitivo e globalizado.

    Em outubro de 2018 criei o Projeto Vida de Autista após ser diagnosticada com TEA - Transtorno do Espectro Autista, grau leve e antes chamado Síndrome de Asperger. Em abril de 2019 decidi voltar ao mundo do empreendedorismo e prestar consultoria para MEI, pequenas e médias empresas de qualquer ramo de atuação e principalmente aos autistas que precisam de auxílio na vida pessoal e/ou profissional e também empresas que desejam ter o autista como público alvo ou funcionário em suas organizações.

    Neste modelo Express, as sugestões propostas pela Consultoria são confeccionadas por você. Já na Consultoria Personalizada Completa, todos os materiais são desenvolvidos por mim e você precisa apenas colocar em prática.

    A Consultoria Express é feita em duas fases:

    Fase I 

    - Entrevista Inicial com duração de 1 hora

    Fase II 

    - Avaliação e reestruturação da rotina de trabalho
    - Avaliação e reestruturação de fluxo de caixa
    - Desenvolvimento de planilha de controle financeiro personalizada
    - Reestruturação e redução de custos
    - Organização dos hábitos de consumo
    - Avaliação de novas fontes de receitas
    - Desenvolvimento de metas e objetivos financeiros

    Importante:

    Serão realizadas 03 reuniões online por Skype ou Whatsapp (previamente agendadas).

    Clique aqui para contratar a Consultoria Express. O pagamento pode ser feito através de boleto ou cartão de crédito - R$ 199,00 

    A confirmação de pagamento acontece em até 03 dias úteis. Após confirmação aguarde o e-mail com as instruções para agendamento.

    Após o aceite da consultoria o valor NÃO será reembolsado.

    Mais informações entre em contato por e-mail contato@vidadeautista.com.br


    Abraços,

    Dani


  • Coluna do Aspie - O peso do autismo leve

    Coluna do Aspie - O peso do autismo leve


    Olá amigos! 

    Hoje vou falar do autismo leve e das dificuldades inerentes a esse nível do espectro. Atualmente o autismo é classificado em três graus: leve, moderado e severo. Essa distinção se faz basicamente pela necessidade de auxílio que precisará a pessoa para seu melhor desenvolvimento. 

    A primeira impressão que se tem quando se vê a palavra LEVE é a de que trata de algo mais simples, fácil e até mesmo tranquilo de lidar... mas não é nada disso. Essa diferenciação dos graus de autismo, servem apenas para comparar os indivíduos dentro do espectro e para definir qual a melhor conduta terapêutica conforme a necessidade de cada pessoa. 

    Nunca se deve comparar um autista leve com um neurotípico*, apenas pelo grau ser leve. Os termos leve, moderado e severo não remetem a peso e sim a intensidade. Não existe dentro do espectro mais autista ou menos autista. O espectro é amplo mas todos eles compartilham de características inerentes ao autismo. 

    Uma pessoa no grau leve fala, mas muitas vezes tem problemas para se comunicar. Tem uma vida social, mas não consegue socializar de fato. Tem percepção de suas dificuldades, mas muitas vezes as pessoas ao seu redor não têm. É muitas vezes taxado de esquisito, pois geralmente apresenta interesses específicos, stims** e apegos a rotina como qualquer outro autista. Também sofre o desdém de quem, mesmo sem conhecimento, não vê ali os sinais do autismo. 

    Não pense que isso só ocorre quando as pessoas não sabem do diagnóstico. Mesmo quando sabem não é difícil escutar as famigeradas frases: "Mas você parece normal", "Você não tem cara de autista", ou "Você tem certeza que é autista?". Na escola é assim, no trabalho é assim, na vida é assim. Continuam esperando que o autista leve seja algo que ele não é. 

    Uma analogia que demonstra bem esse fato é de que não se espera de um cadeirante que ele suba escadas, não se espera que um surdo ouça, mas do autista leve se espera que socialize ou tenha comportamentos iguais aos de um neurotípico. Por isso, ao conhecer um autista na escola, no trabalho, na faculdade ou onde for, não espere que ele seja como você. Aprenda a compreender os outros e aceitar as diferenças. Se não souber ou não entender, pergunte ao invés de julgar. Ser diferente é normal e poder conviver com as diferenças é a melhor oportunidade que temos de sermos pessoas melhores! 

    Um abraço do Aspie e continuem seguindo o @aspiesincero no Instagram e mandando suas sugestões, perguntas e dicas de temas para a coluna. 

    * Neurotípico ou NT, uma abreviação de neurologicamente típico, é um neologismo amplamente utilizado na Psicologia, Psiquiatria, Neurologia, bem como nos aspectos sociológicos e culturais do autismo como um rótulo para pessoas que não estão no espectro do autismo.

    ** Stimming ou Stim é o termo usado pelos autistas ao que os profissionais chamam de “estereotipia” ou “comportamento estereotipado”. Em breve mais detalhes na Coluna do Aspie :)

    Sobre o autor: @aspiesincero é codinome de um autista adulto que não tem identidade conhecida, mas já rolam rumores que é só convidar para comer um pastel com caldo de cana que ele não consegue recusar. Escreve porque tem insônia mas seu forte é procrastinar. Assiste o roda a roda jequiti e jura que conseguiria acertar todas as palavras antes de qualquer um se lá estivesse. Ler é seu hiperfoco mas rir de si mesmo é seu verdadeiro dom.
  • Coluna do Aspie - Especial Dia dos Namorados

    Coluna do Aspie - Especial Dia dos Namorados



    Olá amigos!

    Dia dos namorados chegando e eu não poderia deixar de falar dessa data tão especial: A vida a dois, suas belezas e desafios.

    Todos sabemos que é maravilhoso ter alguém com quem contar. Ter aquela companhia para as noites de frio, maratonar os seriados juntos, fazer rir e dar risada apenas por estar com alguém especial. Mas nem tudo são flores... Existem as dificuldades do relacionamento, os dias em que não queremos ver ninguém, os momentos em que até o respirar do outro incomoda...

    Tudo na vida tem seus altos e baixos. Uns dias gloriosos e outros não tão bons assim. A convivência é um exercício diário de paciência. Saber lidar com o outro, suas manias e costumes, ter a consciência de que o outro também tem que aturar muitas coisas sobre nós, tudo isso faz parte do caminho para o mantenimento da relação.

    Quando encontramos alguém temos a chance de dividir e somar ao mesmo tempo. O amor faz isso. Dividimos lanches, somamos experiências; dividimos a conta, somamos esforços; dividimos tristezas e somamos alegrias! Têm momentos que não são fáceis, mas ninguém disse que seria... afinal, quem aqui é capaz de afirmar que a vida quando estamos sozinhos é sempre fácil?

    O que é diferente pode assustar, conviver com as diferenças não é simples mas ao mesmo tempo abre um novo mundo à sua frente. Aceitar o diferente é aceitar que podemos crescer. Ver outra realidade, enxergar através de outra perspectiva, pode ser maravilhoso! Conhecer o desconhecido se abrindo para alguém que foge do seu comum é muito recompensador.

    Então, nesse Dia dos Namorados não tenha medo de se abrir, de compartilhar, de aceitar o diferente, de ver um outro mundo que não o seu, de dividir e somar!

    A coluna aqui é do aspie e muitos me perguntam como é a vida amorosa no autismo, mas notem que não falei de autismo nenhuma vez porque o amor não escolhe gênero, não escolhe cor, não escolhe credo e também não escolhe entre neurotípicos e neurodiversos. O amor é aceitar o outro, independentemente de todos esses fatores. Por isso não tinha como escrever apenas sobre amor para autistas pois o amor é universal!

    Abraços do Aspie e podem continuar mandando suas dúvidas e sugestões através da página no Instagram @aspiesincero 


    Sobre o autor: @aspiesincero é um codinome de um autista adulto que não tem identidade conhecida apesar de uma teoria que diz que ele na verdade não existe e é um programa de computador destinado a dominar o mundo. Escreve porque não sabe tocar nenhum instrumento musical mas seu forte é cantar. Comedor de frituras astuto e bebedor de antiácidos . Ler é seu hiperfoco mas rir de si mesmo é seu verdadeiro dom.
  • Fórum da Semana 13 a 19/05/19

    Fórum da Semana 13 a 19/05/19


    Oi Pessoal,

    Este é o 2º Fórum de Perguntas e Respostas e o conteúdo completo está liberado apenas para assinantes :)

    Os assinantes do site receberão por e-mail um arquivo PDF com todas as perguntas e respostas publicadas (mesmo antes da assinatura) para que tenham material para estudos. Você pode se tornar um assinante clicando aqui.

    Fórum de Perguntas e Respostas – Semana 13 a 19/05/19

         

    Perguntas respondidas pelo Psicólogo Anderson Castro – Diretor Clínico do IEPEBRASIL


    1- O que são comorbidades? Quais são as mais comuns no TEA?

    Comorbidades em sua definição são associações de condições diferentes de patologias. Neste caso duas ou mais condições que frequentemente coexistem as mais comuns ao TEA são: o Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), em que 74% apresentam esta condição associada, Transtorno de Ansiedade (TA) com índice de 84% na população autista, Déficit Intelectual (DI) com indicativos de 40 a 70% dos casos e outros distúrbios de ordem neurológicos, como os distúrbios de sono e quadros de epilepsia. Importante diagnosticar com precisão para assim planejar as terapias e tratar também as comorbidades.

    2- Um autista pode desenvolver uma comorbidade devido ao ambiente (local e pessoas) em que vive?

    Sim, mas não é uma regra. Por exemplo: quando um autista convive com uma família muito agitada e de condições ansiosas tende a tornar-se um autista mais ansioso devido ao comportamento sistêmico. Por isso é muito importante que as intervenções englobam os familiares do autista.

    3- O que é DPAC - Distúrbio do Processamento Auditivo Central? Tem alguma relação com o TEA?

    É o comprometimento de diversos campos cerebrais que dificulta a decifrar, separar e identificar os estímulos auditivos externos, o que provoca a desatenção e a compreensão dos mesmos. Não quer dizer que há relação com o TEA, porém pode em alguns casos correlacionar como condição comórbida ao TEA.

    4- O que é TPS Transtorno de Processamento Sensorial? Tem alguma relação com o TEA?

    São comprometimentos nas habilidades dos nossos sentidos onde o cérebro possui a capacidades de organizar, discriminar e selecionar as sensações de maneira flexível. Tais sentidos incluem a audição, tato, paladar, visão, olfato e os dois mais secretos: proprioceptivos e o vestibular que tem a ver com a percepção corporal no espaço, tônus e muscular. Todos esses sentidos favorecem a coordenação, linguagem, movimentos motores, estabilidade emocional, capacidade de atenção e concentração. Estes elementos sensoriais podem ser hipersensíveis quando evitam a estimulação e os hiposensíveis quando requer a estimulação sensorial. Por isso é muito importante o trabalho da integração sensorial que é da competência do Terapeuta ocupacional (TO). As pessoas com autismo podem apresentar o TPS como comorbidade, portanto este transtorno não é uma exclusividade no TEA.

    5- Existe chance de o TEA ser genético? Poderia a criança herdar o TEA dos pais?

    Pesquisas robustas apontam que 70% dos casos do TEA são de herdabibilidades (genética).


    Conteúdo Exclusivo para AssinantesVocê pode se tornar um assinante clicando aqui.

    6- A maneira como fomo educados/criados pode interferir na melhora ou piora do TEA?

    7- A terapia obrigatoriamente precisa ser feita em conjunto com outros profissionais além de psicólogos e psiquiatras?

    8- Existe alguma correlação do TEA com a sexualidade?

    9- Um indivíduo de grau leve pode passar para o severo e vice versa?

    10- O que é Síndrome de Irlen? Ela está ligada ao TEA?

  • Viagem: Buenos Aires

    Viagem: Buenos Aires



    Oi gente,

    Quem me segue lá no Instagram, sabe que tirei uma mini férias de uma semana para melhorar um pouco a ansiedade. Se você ainda não me segue no Instagram clique aqui para conhecer!

    Viajar é um dos meus hiperfocos. Leio tudo sobre viagens e vivo pesquisando lugares interessantes para conhecer. Fui para Buenos Aires pela 2ª vez e foi perfeito. Acho que na 1ª vez em uma cidade você sempre vai em pontos turísticos e nas próximas vezes você pode conhecer lugares incríveis que geralmente não estão nos roteiros turísticos. Para uma viagem ser perfeita, é necessário um planejamento bem feito. Onde ir, quando, como e quanto gastar são itens fundamentais para que tudo dê certo. 

    Adoro hotéis, mas confesso que depois que conheci o Airbnb raramente fico neles. Com acomodações e experiências únicas, o Airbnb é uma excelente maneira de viajar. Ao se cadastrar, você ganhará um desconto de R$130 na reserva de uma acomodação que custe R$250 ou mais e R$49 para reservar uma experiência que custe R$165 ou mais. Os cupons expiram um ano após a data de cadastro. Faça seu cadastro e aproveite esse super desconto clique aqui o

    Você faz tudo online! Pode ver a reputação do anfitrião (isso é super importante!) e as avaliações de quem já ficou hospedado naquela acomodação, dicas incríveis sobre a cidade com os moradores e não com guias turísticos... enfim, você vai curtir a viagem como nunca! Te contei o mais impressionante? Os valores são mais em conta do que os cobrados em hotéis e você encontra acomodações em qualquer lugar do mundo.

    Escolha um apartamento ou hotel em um bairro que seja fácil para se locomover. Fiquei em Recoleta na 1ª viagem e em San Nicolás na 2ª vez, ambos excelentes. O transporte público é fantástico e muito barato, mas o metrô pode ser lotado o tempo todo. É preciso comprar um cartão SUBE para utilizar o transporte público. Você compra o cartão no metrô e pode fazer recarga nos "Kioscos" espalhados pela cidade. Mas ficando nesses bairros, é possível fazer tudo a pé. Andei igual condenada hehehe, mas assim você conhece melhor a cidade e queima as calorias das maravilhosas Medialunas, Empanadas e Papas Fritas...

    Outro assunto importe: Quanto levar? É super vantajoso levar Reais (R$) e trocar por Pesos Argentinos no Banco La Nacion Argentina, no aeroporto mesmo. Antigamente era vantagem trocar nas casas de câmbio da Rua Florida, hoje em dia o câmbio do banco está melhor. Estive em BA em maio de 2019 e o câmbio estava R$10,80, ou seja, R$1.000,00 = $10.800,00. Em geral gastei $500,00 em um almoço ou jantar num lugar bacaninha.

    Vou deixar aqui um roteiro para quem está indo pela 1ª vez, mas com alguns lugares imperdíveis em BA. Depois me conta se gostou, tá?

    Roteiro 06 dias em Buenos Aires

    1º dia

    1- Rua Florida
    2- Galerias Pacífico
    3- Teatro Colón: A visita é paga e os ingressos precisam ser adquiridos pela internet ou pessoalmente
    4- Obelisco
    5- Av. Corrientes
    6- Plaza de Mayo
    7- Casa Rosada: Visita guiada gratuita de 10h às 18h (somente aos sábados). É necessário agendar pela internet com no mínimo uma semana de antecedência. Clique aqui para agendar
    8- Catedral Metropolitana
    9- Puerto Madero

    2º dia

    1- Feira de San Telmo
    2- Passear por San Telmo
    3- Bar Cervelar

    3º dia

    1- Livraria El Ateneo
    2- Cemitério Recoleta
    3- Centro Cultural Recoleta
    4- Museu Nacional de Bellas Artes (Fechado às 2ª feiras)
    5- Floralis Genérica
    6- Faculdade de Direito
    7- Starbucks para um café ou capuccino

    4º dia

    1- El Rosedal
    2- Um dos bares ou restaurantes do El Rosedal
    3- Jardim Japonês (é pago) e não acho uma atração imperdível
    3- Palermo Soho
    4- Palermo Hollywood
    5- Klub Polaco

    5º dia

    1- Caminhada pela Av. 9 de julho (uma das maiores avenidas do mundo)
    2- Congresso da Nação Argentina
    3- Palácio Barolo: A visita é paga e os ingressos precisam ser adquiridos pela internet ou pessoalmente
    4- Salón 1923 no topo do Palácio Barolo. Imperdível! 

    6º dia

    1- Puerto Madero

    Tem fotos lindas de Buenos Aires no meu Instagram corre lá para ver neste post e neste aqui também. Ah como amo BA ❤


  • Coluna do Aspie - Autistas têm Empatia?

    Coluna do Aspie - Autistas têm Empatia?



    Olá amigos,

    Vamos falar de um assunto do qual recebo muitas perguntas e vejo que ainda existem muitas dúvidas a respeito: a empatia nos autistas.

    Existe um mito de que autistas não tem empatia e digo: temos sim! Mas por que então esse mito? Acontece que quando se faz essa afirmação de que não somos empáticos, está se analisando o fato por uma visão neurotípica. Como sempre digo, autistas têm uma maneira diferente de ver o mundo e de encarar as coisas. Só porque não demonstramos tal sentimento como espera um neurotípico, não significa que não o sentimos.

    Se uma pessoa próxima, um ente querido ou alguém de quem gostamos sofre por algum motivo, nós também sofremos, sentimos tristeza e nos abalamos junto com a pessoa. Sentimos, muitas vezes até de forma mais intensa, pois quando gostamos de alguém é intenso e é de verdade. Dificilmente um autista finge gostar de alguém. Mas por que não demonstramos isso? Aí entram algumas questões... 

    É fato que autistas têm dificuldade em atenção compartilhada. Pode ser que não demonstremos pelo simples fato de que não percebemos a tristeza no outro. Isso não tem a ver com insensibilidade e sim com a falta de percepção. Por exemplo, quando uma mamãe está triste e bate o dedinho na quina e chora e seu filho parece não se importar com seu sofrimento, pode ser apenas pelo fato de que ele não entenda ou não tenha notado a situação.

    Outra coisa notória no espectro é que temos dificuldades em demonstrar sentimentos. Não é fácil expressar o que sentimos e muitas vezes quando tentamos fazê-lo, acabamos demonstrando em forma de crises ou de maneira que possa parecer fria e grosseira, por tentar trabalhar de uma maneira muito lógica sobre o assunto. Pense no mesmo exemplo anterior: pode ser que seu filho tenha percebido, mas daí até ele saber o que fazer tem uma longa distância. Ele poderia abraçar, mas será que iria resolver se nem ele, muitas vezes, gosta de abraços? Ele poderia dizer algo, mas a cabeça do autista trabalha de maneira tão diferente que até ele pensar no mais apropriado a se dizer, talvez já seja tarde demais. E se ele nem souber falar? Ele pode ficar quietinho, sofrer por dentro junto com a mãe, colocar-se no lugar dela e não demonstrar apenas por sua incapacidade de fazer isso de forma efetiva.

    Esses são apenas alguns exemplos de como existem vários motivos que não a falta de empatia para agirmos de maneira diferente do que se espera e nem por isso quer dizer que não sentimos e que não nos colocamos no lugar do outro. Então quando presumir algo sobre autistas, veja se não está com uma visão muito limitada sobre o assunto, apenas olhando sobre sua perspectiva ao invés de também olhar com outros olhos o mundo ao seu redor. E lembre-se, todos estamos num processo contínuo de aprendizado e o melhor caminho é sempre dialogar e tentar entender o outro.

    Abraços do Aspie espero que tenha conseguido esclarecer um pouco do assunto. Continue enviando suas dúvidas no Instagram @aspiesincero


    Sobre o autor: @aspiesincero é um codinome de um autista adulto que não tem identidade conhecida apesar de boatos de que já foi avistado por transeuntes, que o reconheceram através de sua silhueta, nas ruas de Curitiba onde reside. Escreve porque é teimoso mas seu forte é gostar. Comedor de pizza astuto e bebedor de guaraná. Ler é seu hiperfoco mas rir de si mesmo é seu verdadeiro dom.
  • Fórum da Semana - 01 a 05/05/19

    Fórum da Semana - 01 a 05/05/19


    Oi Pessoal,

    Este é o 1º Fórum de Perguntas e Respostas e está liberado para todos! Essas são as principais perguntas que recebo pelas redes sociais Instagram e YouTube. Os próximos Fóruns somente assinantes terão acesso às respostas. 

    Os assinantes do site receberão por e-mail um arquivo PDF com todas as perguntas e respostas publicadas (mesmo antes da assinatura) para que tenham material para estudos. Você pode se tornar um assinante clicando aqui.


    Fórum de Perguntas e Respostas – Semana 01 a 05/05/19

         

    Perguntas respondidas pelo Psicólogo Anderson Castro – Diretor Clínico do IEPEBRASIL


    1- Por que o nome TEA - Transtorno do Espectro Autista?

    Transtorno do Espectro Autista (TEA), espectro porque não se define em um quadro único e sim, definido como um quadro complexo comportamental que se manifesta de graus variados de gravidade. É comum que o indivíduo autista tenha dificuldade de coordenação motora, ausência do contato visual e também da interação social e emocional. Tais critérios são norteadores para a investigação diagnóstica.

    2- Existem graus de classificação para o TEA? Quais são eles?

    O TEA pode se apresentar nos graus leve, moderado e severo. Nessas duas últimas graduações, as crianças ou até mesmo adultos, necessitam de uma atenção e compreensão maior do seu cuidador para acompanhá-los e treina-los nas habilidades cognitivas como o aprendizado e nas tarefas do dia a dia. Nos casos de grau leve, essas pessoas são mais independentes.

    3- Por que houve a mudança na classificação da Síndrome de Asperger?


    Ainda há muita confusão para entender a temática do autismo. Não há mais subcategorias como Transtorno de Asperger, Transtorno Autista entre outros. Todos agora são vistos como Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). Antes da nova nomenclatura (TEA) a síndrome de Asperger como assim era chamada, era um tipo de autismo, porém sem nenhum atraso no desenvolvimento da linguagem.

    4- Um autista se comporta diferente de outro autista?

    Temos que ver o indivíduo como um ser único. Portanto, cada pessoa com TEA possui características únicas. Claro, é necessário atender os critérios diagnósticos para se considerar autista. Uma boa dica seria dizer que num primeiro momento não entendemos nada sobre autismo sem conhecer e considerar a individualidade do autista.

    5- As características do autista mudam na fase adulta?


    Sim. Veja bem, uma criança neurotípica possui interesses dentro de uma determinada faixa etária como brincar de carrinhos, por exemplo. Durante o curso de seu desenvolvimento começa a se interessar por outros brinquedos mais complexos, como por exemplo jogos eletrônicos. No TEA é a mesma coisa, há uma variabilidade de interesses situacionais que podem ser modificados durante a sua evolução desenvolvimental.

    6. As características do autista feminino e masculino são diferentes?

    Não. As manifestações comportamentais do TEA valem para ambos os gêneros.

    7. Existe cura para o TEA?

    Até os dias atuais não se fala em cura para o TEA. Toda comunidade científica não define como doença, então não se pode curar o que não é doença. Mas a boa notícia é que existem tratamentos para melhor lidar com o autismo e sem dúvida precisa de atenção e cuidado dos pais e responsáveis. Compreende-se portanto uma condição diferente dos neurotípicos.


    Perguntas respondidas pela Dani - Autista idealizadora do Projeto Vida de Autista

    8. Como foi seu diagnóstico?

    Após uma crise de enxaqueca, fiquei internada por 04 dias. Após todos os exames clínicos e de imagem não acusarem nenhum problema físico, saí do hospital com a orientação de buscar ajuda psicológica. Conto tudo neste vídeo aquiApós 03 meses de terapia tive o diagnóstico em TEA.

    9. Psicólogo ou Psiquiatra? O que você indica?

    Durante 20 anos busquei ajuda profissional com psicólogos, psiquiatras e médicos de todas as especialidades possíveis. O diagnóstico só veio com a Psicóloga Ana Lúcia Calegari do Instituto Esperançar - IEPEBRASIL. 

    Acho que o profissional ideal é aquele que tem sensibilidade suficiente para ouvir e entender quem você realmente é. O tratamento com psicólogo + psiquiatra é o que acho ideal. O psiquiatra vai te medicar se necessário e o psicólogo vai te ajudar na jornada de autoconhecimento. A verdade é que quem tem as respostas é somente você mesmo.

    10. Por que você decidiu falar sobre autismo? Não teve medo de se expor?

    Conto tudo neste post aqui e neste vídeo aqui.


    Beijos e até o próximo fórum :)

  • Coluna do Aspie - Novidade!

    Coluna do Aspie - Novidade!



    Olá pessoal,

    Primeiramente vou me apresentar a todos. Sou autista, 39 anos, pai de dois filhos lindos, o mais velho de 15 anos neurotípico, o outro com 13 anos autista. Alguns já me conhecem da minha página no Instagram @aspiesincero e os que não, aproveito para fazer o convite para que sigam e curtam por lá! 

    Eu comecei a realizar postagens de memes sem muita ambição, esperando mostrar de uma maneira bem humorada os muitos aspectos do TEA com um olhar diferente, leve e que ao mesmo tempo pudesse informar as pessoas.

    Por ser um tema bem específico eu nem esperava ter um alcance muito grande, mas os seguidores foram aparecendo, se identificando e multiplicando. As pessoas, tanto mães e pais de autistas, adultos autistas que muitas vezes nem são notados ou têm uma representatividade, profissionais das diversas áreas multidisciplinares que trabalham com o TEA, e até mesmo pessoas que tiveram seu primeiro contato com o espectro do autismo entenderam bem a proposta da página e serviram de impulso para que houvesse uma continuidade.

    E como cheguei até aqui no Vida De Autista? Lá nos primórdios do @aspiesincero, a idealizadora desse projeto, a Dani, notou meus memes e logo me convidou para uma live. Ainda era tudo muito novo para mim e naquele momento eu não aceitei. A página seguiu e sempre mantivemos contato até chegarmos a esta coluna que a princípio será mensal aqui no site.

    Mas e por que resolvi falar sobre TEA além dos memes? Essa na verdade foi uma descoberta até mesmo para mim, pois com o desenvolver do @aspiesincero e o passar do tempo eu pude perceber que as pessoas querem ouvir o que um autista adulto tem a falar. Sempre que abro a caixa de perguntas percebo que o interesse vai muito além do humor e que minha experiência pessoal pode e tem ajudado muitas pessoas a entender e aceitar esse jeito neurodiverso de ver o mundo.

    Por isso iniciamos aqui mais essa forma de conversarmos, entendermos e compartilharmos experiências sobre os muitos aspectos que envolvem o autismo. Combinado então? Todo mês aqui espero vocês com um assunto relacionado ao TEA com muito humor, informação e verdades que precisam ser ditas!


    Sobre o autor: 
    @aspiesincero é o codinome de um autista adulto usado no Instagram. Sua verdadeira identidade não é conhecida, apesar de ter sua intimidade exposta nas redes sociais através de memes com muitas de suas características. Escreve porque gosta, mas seu forte é ser teimoso. Comedor de hambúrguer astuto e bebedor de Coca-Cola. Ler é seu hiperfoco, mas rir de si mesmo é seu verdadeiro dom.
  • Canal Vida de Autista no YouTube

    Canal Vida de Autista no YouTube

    Quando decidi criar esse projeto, nem passava pela minha cabeça me expor. Desde o diagnóstico até criar a página no Instagram (clique aqui para conhecer) foi 01 ano. Isso mesmo... trabalhei a exposição na terapia durante 01 ano. 

    Uma coisa era eu criar a página no Instagram (que na verdade eu nem tinha ideia do que escrever) e outra bem diferente era colocar meu rosto, abrir minha vida para milhares de pessoas. Eu tinha medo da exposição, medo de não suportar as críticas e muito, muito, mas muito medo mesmo de surtar...

    Mas criei o Instagram e muito rápido já tinham 500 seguidores! Pessoas como eu, como você me agradecendo, chorando, pedindo ajuda... meu Deus, eu precisava fazer mais! Precisava falar... as pessoas precisavam olhar nos meus olhos (ok, nem todos os autistas olham heheheh) e precisavam entender que é possível viver uma vida normal, mesmo com nossas limitações.

    Então, no dia 19 de janeiro de 2019 criei o canal no YouTube. Chorei por horas depois disso... fiquei com medo, com dor de barriga, com dor de cabeça e descontei na comida mais uma vez... Era um caminho sem volta, eu já tinha dado a palavra para a minha psicóloga. Se você não sabe, a palavra para um autista é lei, não podemos de jeito nenhum ficar sem cumprir algo que prometemos. Então, no dia seguinte 20 de janeiro de 2019 postei o 1º vídeo (esse aqui) e aí minha gente, a sorte foi lançada!

    Eu não imaginava o que poderia acontecer depois de clicar em enviar. Lembro que fiquei alguns bons minutos com o cursor em cima do "publicar" com mil indagações na minha cabeça. De repente publiquei... e tudo começou... pessoas começaram a assistir, a comentar e eu fui amando toda essa interação sabe? Hoje digo com toda certeza: jamais estive tão feliz em toda minha vida!

    Eu sou grata a Deus, aos meus pais, à minha avó Sofia, aos meus irmãos, ao meu amor Hans, à minha querida psicóloga Ana Lúcia Calegari, aos meus amigos e minha família por todo apoio. Sem vocês nada disso seria possível. 

    Nos vídeos você leitor verá minha evolução. O autoconhecimento modifica sua pele, seu cabelo, suas unhas, seu brilho nos olhos, muda a entonação da sua voz... a cada vídeo sou mais eu, cada vez mais a Dani de verdade, aquela que se escondeu 42 anos e um dia resolveu voar e abrir as asas para o mundo...

    Conheça o canal Vida de Autista :)



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    Guia Prático para autistas adultos: Como não surtar em situações do cotidiano.

    Sinopse: Neste guia você não vai encontrar técnicas ou fórmulas mágicas, pois o que escrevi aqui são experiências reais e servem de base para que você entenda como meu cérebro autista funciona na prática. Aqui você será espectador e verá a vida através do olhar de quem sente na pele as mesmas sensações que você. Sempre com leveza e bom humor te ensino a não surtar nesse mundo onde a gente se sente um E.T.

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